Sustentabilidade   |   26/03/2018   |   1.23 Mil visualizações

A cada dia que passa, as necessidades do homem crescem. Para resolver esses problemas ele precisa criar edifícios, construções e outros projetos que podem comprometer o meio-ambiente.

Por sorte, o ser humano está cada dia mais consciente de sua responsabilidade e dos impactos que causa na natureza. Mas esse movimento não é novo e nada inédito. Há muito tempo já se falava sobre isso e a arquitetura orgânica é a maior prova disso.

O movimento que começou no século XX está com força total e tem atraído a atenção de muitos arquitetos, designers de interiores e outros profissionais. É um grande exemplo de modernidade, requinte e funcionalidade.

Mas você sabe o que é a arquitetura orgânica e como ela funciona? Veja neste post tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Aprenda como usar esse conceito em sua residência e arrasar!

O que é a arquitetura orgânica?

A arquitetura orgânica foi um novo conceito explorado no século XX para a construção de casas e edifícios. Seguindo a linha de pensamento da época, os prédios influenciavam as pessoas e, por isso, precisavam ser devidamente planejados.

Com o surgimento da arquitetura orgânica o meio-ambiente passou a ser muito beneficiado com as construções também, que passaram a levar o fator ambiental em consideração e até aproveitá-lo nas edificações.

Embora os projetos realizados sobre essa ótica promovam menores impactos na natureza, a elegância e a funcionalidade dos cômodos ainda são importantes. Defensores dessa linha de pensamento buscavam oferecer uma residência bonita, confortável e ecologicamente correta.

Apesar de ter passado mais de um século desde a sua invenção, a arquitetura orgânica ainda continua sendo utilizada nos dias de hoje. Sua ampla aplicação se deve a preocupação com a degradação da natureza e os impactos que o homem causa no meio em que vive.

O organicismo mostra que homem, natureza e edificações podem e devem viver em harmonia. Além disso, prega que a utilização dos recursos naturais pode ser feita de forma inteligente e sem causar a degradação completa do meio-ambiente.

O cenário verde também tomou conta deste conceito com o passar do tempo. Flores, árvores e a natureza passaram a compor o quadro de design de interiores e urbanistas. Uma forma de pensar inovadora e sustentável para todos.

O fundador deste conceito

Frank Lloyd Wright é considerado o pai da arquitetura organicista, pois foi um dos maiores influenciadores da época.

O arquiteto americano abandonou a carreira de engenheiro, no último ano da faculdade, para trabalhar como desenhista em um escritório em Chicago. Foi nessa época que conheceu e trabalhou com Louis Sullivan, um dos pioneiros na construção de arranha-céus.

Wright defendia que todo projeto precisa ser único e se adaptar as necessidades do local que será implantado e de seus habitantes, é claro.

Estima-se que existam mais de mil desenhos de Frank pelo mundo, sendo 500 projetos já construídos e reconhecidos oficialmente.

Frank estava à frente de sua época e foi líder de diversos movimentos de arquitetura. Entre eles o Prairie School, com projetos marcados por linhas horizontais fortes e coberturas planas.

Entre os seus feitos está o emprego de mobílias e vitrais em alguns prédios, igrejas e templos de sua autoria. Uma escolha ainda muito incomum nessa época e que se popularizou desde então.

Além de arquiteto experiente, Wright também atuava como escritor e educador em seu ramo. Fatores que serviram para imortalizar o seu pensamento e mudar completamente o curso da arquitetura moderna.

Até hoje os pensamentos de Frank são amplamente utilizados em projetos arquitetônicos e, alguns, deram origem ao urbanismo e design de interiores que conhecemos hoje. Entre eles a sábia utilização da iluminação natural do ambiente e a funcionalidade dos cômodos, acima de tudo.

Exemplos de arquitetura orgânica

Falar da arquitetura organicista sem passar pelas obras de Wright é quase impossível. Por isso, veja alguns exemplos da arquitetura orgânica segundo o fundador desse movimento, a seguir.

Fallingwater house

As belezas da Arquitetura Orgânica

Fallingwater house

Também chamada de a Casa da Cascata, é um grande exemplo do conceito apresentado por Frank Lloyd Wright no século passado. O projeto foi idealizado pelo arquiteto em 1934 e teve sua construção finalizada dois anos mais tarde.

Para explorar o conceito de arquitetura orgânica, Frank utilizou os recursos naturais presentes no local como integrante da construção. As rochas, a vegetação e a própria água da cachoeira parecem fazer parte da casa.

A residência construída na Pensilvânia era utilizada como casa de veraneio de Sr. Edgar Kaufmann e sua família, um homem de negócios muito próspero, cujo filho foi discípulo de Frank.

Estima-se que o valor gasto na construção tenha sido em torno de 2,4 milhões de dólares. Atualmente a casa é utilizada como Museu e aberta a visitação pública.

Taliesin East

As belezas da Arquitetura Orgânica

Taliesin East

A casa de Frank Lloyd Wright, construída a partir de 1911, passou a abrigar também seu estúdio de desenho e se tornou uma escola mais tarde. Assim como em seus outros projetos, Frank utilizou do verde para decorar o ambiente e contou com um extenso jardim na propriedade.

Rumores afirmam que a construção se deu pela separação de sua primeira esposa e uma possível traição, por parte de Frank.

Tudo nesse pedaço de chão foi devidamente planejado por Frank. A casa fica sobre a montanha favorita do arquiteto, a residência foi construída seguindo a paisagem natural e o alicerce do imóvel e as chaminés foram construídas em calcário.

Museu Solomon R. Guggenheim

As belezas da Arquitetura Orgânica

Museu Solomon R. Guggenheim

Mais um projeto de Frank, o pioneiro na arquitetura orgânica. O museu foi inaugurado em 1959, seis meses após a morte de Frank.

Solomon Robert Guggenheim, criador do museu e da fundação de mesmo nome, queria criar um edifício completamente diferente dos demais. Solomon desejava por oferecer proteção e exposição adequada para as obras de arte guardadas no museu.

Entretanto, queria diferenciar esse edifício de qualquer outro no mundo e, para isso, contou com a ajuda de Frank. O arquiteto visionário não decepcionou, como já era de se esperar.

A forma do Museu lembra o molusco Thatcheria mirabilis, a inspiração de Frank para criar o edifício. Uma característica marcante que torna esse mais um exemplo da arquitetura orgânica.

E aí, o que você achou da arquitetura orgânica? Deixe o seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião com a gente.

#useorganico

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Não tóxico

Não testado
em animais

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parabenos

Vegano

Gluten-Free