Beleza Bem Estar   |   15/06/2021   |   75 visualizações

O que é a luz azul?

A luz azul é a radiação mais energética no espectro da luz visível (toda luz que podemos ver a olho nu) que possui um comprimento de onda de alta energia entre 400 a 500 nm. Em torno de 60% da nossa exposição à luz azul fica por conta dos raios solares, os demais 40% da luz azul vem das lâmpadas e dos LEDs dos dispositivos eletrônicos, como smartphones, tablets e telas de TV. 

Porém, sabemos que cada vez mais estamos conectados a aparelhos e dispositivos eletrônicos, seja para informar, entreter, trabalhar e/ou estudar, e durante a pandemia que estamos vivenciando, o uso aumentou significativamente, portanto esse tempo de tela se acumula ao longo do tempo. Segundo pesquisa da GlobalWebIndex, o Brasil é o 2° país com o maior tempo de conexão com as redes sociais, ficando em média, 225 minutos ativos por dia. É esse excesso que pode trazer malefícios à saúde e à beleza da pele.

Como a luz azul atua?

A Luz azul penetra profundamente na nossa pele chegando á derme, camada intermediária da pele responsável pela produção de colágeno e elastina, componentes essenciais para elasticidade e firmeza da pele. Com isso, essa radiação de luz visível atua diretamente provocando a perda de vitalidade e favorecendo o envelhecimento precoce.

A luz azul aumenta a produção de radicais livres, contribuindo para o surgimento de rugas e linhas de expressão, além de causar o aparecimento de manchas. Um estudo publicado no Journal of Investigative Dermatology em 2017, feito pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo, revelou que juntamente com à radiação UVA, a luz visível (luz azul) aumenta a produção de lipofuscina, que é o pigmento do envelhecimento da pele, portanto quanto mais lipofuscina presente, mais velha é a célula; além de causar danos ao DNA dos melanócitos, células produtoras de melanina responsáveis pela pigmentação da pele. 

Além dos danos à pele, a luz azul também é capaz de suprimir a produção de melatonina, o hormônio ligado ao sono. Diversos estudos científicos mostram que essa redução na produção de melatonina afeta todo o processo de regeneração das células do nosso corpo, ocasionando desequilíbrio no metabolismo e estresse mental crônico.

O Brasil é o 2° país com o maior tempo de conexão com as redes sociais, ficando em média, 225 minutos ativos por dia. É esse excesso que pode trazer malefícios à saúde e à beleza da pele.

Proteção contra a luz azul

Atento a essa demanda de proteção da vida moderna, o mercado de cosméticos tem pensado e desenvolvido produtos que protegem a pele da luz visível azul, seja na forma de soros, géis faciais, primers, bases e filtros solares. Óxido de zinco, óxido de ferro, dióxido de titânio, componentes antioxidantes como vitamina C e Resveratrol, extratos vegetais e microorganismos tem sido as apostas para ajudar na proteção contra os danos causados pela luz azul natural e artificial.

O lançamento de cosméticos com ativos especiais para proteção contra a luz azul tende a aumentar conforme a indústria entende mais sobre o mecanismo de dano que ocorre na pele. 

O que podemos fazer no dia a dia para nos proteger da luz azul?

Para se proteger da luz azul também é importante regular a luminosidade da sua televisão, notebook e computador. No seu dispositivo móvel, prefira o modo de leitura com luz amarela, menos prejudicial à pele e à visão. Procure sempre evitar o uso de telas antes de dormir. Opte por exemplo por ler um livro, meditar ou ouvir músicas relaxantes. 

Essas pequenas mudanças ajudam a prevenir e acalmar o o estresse mental e reduzir os efeitos nocivos na pele e na saúde em geral.

Você já tinha ouvido falar sobre a luz azul? Conta pra gente nos comentários!

Texto escrito por: Maria Odete Costa Leão.

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