Aromaterapia Bem Estar   |   18/12/2020   |   40 visualizações

Considerados a alma das plantas, os óleos essenciais são a porção mais concentrada com a qual podemos ter contato, condensando boa parte da energia vital do vegetal. Em cada gota de óleo essencial há centenas de componentes químicos reagindo… Uma complexidade maravilhosa, mas que por isso mesmo deve ser usada com cuidado e respeito.

Eles são a quintessência dos alquimistas. Nesse sentido, condensam as forças vitais e espirituais das plantas numa forma material. Por isso, agem no nível biológico, fortalecendo as defesas naturais do corpo, e são um meio de comunicação direta homem-planta no plano energético e espiritual.

Ações e funções dos óleos essenciais

Muitos têm ação antisséptica, antibiótica e similar às exercidas por algumas vitaminas e hormônios (apesar de não os conter entre seus constituintes). Se escondem em minúsculas gotas entre células e desempenham um papel importante em sua bioquímica. Também são responsáveis pela fragrância das plantas. Sendo um elemento importante que ajuda a planta a se adaptar ao ambiente, assim, podem ser considerados parte do seu sistema imunológico.

Como as plantas não se movimentam, não podem correr, nem se esconder, os organismos vegetais criaram estratégias de sobrevivência e otimização de reprodução, com a produção dos óleos essenciais.

Eles servem para diversas finalidades, tais como: proteção de herbívoros, atração de insetos para polinização e reprodução, desempenham função de reserva de energética em momentos de adversidades climáticas, como longos períodos de chuva ou de seca.

O que diferencia um óleo essencial de outros tipos de óleo?

O que caracteriza o óleo essencial é a volatilidade, ou seja, sua capacidade de evaporar completamente quando exposto ao ar.

Se você colocar uma gota de óleo vegetal em um pedaço de papel, este ficará manchado e a mancha permanecerá. Se você colocar uma gota de óleo essencial no mesmo pedaço de papel, em algum momento o óleo irá evaporar completamente.

Essa propriedade volátil é o que permite que nós sintamos o cheiro dos óleos essenciais e consigamos extraí-los através da destilação. Além disso, são lipofílicos, ou seja,  são facilmente absorvidos por óleo vegetal, ceras e gorduras.

Formas de uso dos óleos essenciais

Quando inalamos um óleo essencial, suas moléculas são enviadas para o sistema límbico através dos canais olfativos. O sistema límbico é a parte do sistema nervoso responsável pelas nossas emoções. Por isso os cheiros normalmente trazem memórias e sensações que podem ser prazerosas ou até mesmo angustiantes!

Nunca devem ser utilizados  direto na pele (com exceção do óleo essencial de lavanda)! Por isso, os veículos carreadores (óleos vegetais, manteigas, cremes e ceras) são imprescindíveis para fazer o “transporte” dos óleos essenciais para o nosso organismo.

Óleo essencial x essência sintética

É muito importante não confundir óleos essenciais com essências sintéticas. As últimas são imitações feitas em laboratório de alguns aromas naturais. Não possuem a complexidade de componentes químicos presentes nos óleos essenciais e por isso não possuem ação terapêutica. Uma coisa é certa: quanto mais temos contato com os aromas naturais, mais ficamos sensíveis aos cheiros sintéticos.

Responsabilidade

Os óleos essenciais são apaixonantes, então é normal querer ter vários óleos assim que começamos a ter contato com eles.

Entretanto, é preciso muita matéria vegetal para produzi-lo. A produção varia entre 0,005% e 10% do volume de matéria-prima, de modo que, para obter 500g de um óleo essencial, por exemplo, são necessários, aproximadamente:

  • 23 Kg de eucalipto ou lavandim;
  • 68 Kg de lavanda;
  • 240 Kg de sálvia-dalmaciana, tomilho e alecrim;
  • e de 900 a 1.400 Kg de pétalas de rosas!

Então devemos ter muito respeito e consciência ao utilizar cada gotinha que a natureza nos dá presente!

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